quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Des- obesessão pela morte Fascinação pela vida



Porque o perfume das rosas iram derramar-me com fulgor quando deitada eu estiver em sonho eterno, mas ainda quente. que rosas só amarei nesse lugar algure nesse instante...
Pois privada fui de rosas nessa vida
que elas se façam nesse fin despetaladas e mortas como eu, porém mais mortas

que estejam aqui
Pois privada fui de rosas durante a vida
..mas as amei


Engraçar-se-ão de saber que amor e privação são coisas de mesma frase-tempo-espaço

defunta e quente

Que o frio é externo. Nem esticada e morna.
Apenas em antenas...qQ ~q ..uentes,
úmida vapores de olor flutuante esfumata em ONDAS MAR- ritmas...pro céu de luz-ÁGUA (graças) que me espera...divinas entidades de a. MAR. res

Fecho os olhos e vou.
A. mém


se


Aqua- Mar.rima

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

morri virando os olhos

que descanso de viagem.


Fui eletrocutada,
e depois/ de tudo isso/ queriam que estivesse feliz terapeuticamente: em verde grama de brisa fresca(?) é só um exercício (!) (?)
"tem sorte de não saber a verdade".

morrer não é perder, perder(-se) é a própria vida.

"Amá-la (a vida) e depois deixá-la querido leonard"- Virgínia Woolf
Optar pela morte porque já viveu e não quer esperá-la é tornar-se dono da própria vida. é um ato ativo, não necessariamente de desistir ..para Virginia
Quando a vida ainda supostamente existe mas já estamos mortos deixamos a morte..matando-nos e optamos pelo fim da morte ao invés da não-vida

e Sarah Kane?

"Não desejo morrer, não é isso que deseja um suícida"
Desejaria ter vivido verdadeiramente... ?/!
Eu não deixaria minha vida como deixa o tédio do deserto o poente caminheiro, como as horas de um triste pesadelo
meu passamento não seria triste
triste é às vezes viver, a tristeza vive na vida e não na morte nessa ela repousa, tudo repousa..
( continua latente?isso seria mais vivo ainda?)
tristeza... e depressão é ódio.. ter que enfrentar o lodo frio negro e fétido no qual as lamentações não ativas se escondem...

se existe uma ação ( mapa) é esfregar

esfreguem sua vida na minha mas não rocem muito.
esfregar é produzir seiva, esquentar ebulir-se
quase morri queimada sem ter o que fazer...já foi não consegui...( morrer)
me tiraram e foi ótimo não tinha o que escolher

8 minutos de vida nada mais ( demorei mais tempo escrevendo isso aqui)

8 minutos apenas para usar os sentidos e em sua amplitude ver, cheirar, sentir, tocar
respirar devéras

DEVÉRAS

nada a dizer...já disse o que amei o quanto amei e vivi
..irreparavelmente..

e nisso encontro na linha do meu pensar esse fio aqui:

acender o cigarro ou passar a mão pelos cabelos não é apenas perigoso é opurtunidade e RISCO crise única momento esticado e presente em ação e pensamento/sentimento irrepetível
inalterável FATAL

por isso jogar-se e ainda manter os pés é a entrega
não é o sentir que faz o coração, o pensar que faz o cerébro o fazer que faz o corpo, é tudo isso ao mesmo tempo e em seu avesso: meu coração sente, minha mente pensa meu corpo faz
meu coração sente pensa e faz
minha mente pensa sente e faz
meu corpo pensa sente e faz
em todas as ordens
se é dor ou angústia prazer satisfação sofrimento... é só reflexo
As coisas são e isso é iderrubável ( ?) , isso apenas é


explodi-me gigante e alva lilás rosa translucida, mistura branca do sol..
sai clarinha como lucrécia..
no final aproveitei todos os abraços ainda mais...
OLHO NOS OLHOS
PRO RESTO
FECHO-OS


ALCANCEI A MORTE VIVA, E BRINQUEI COM ELA, DEI-LHE UM BEIJO LEVE NOS LÁBIOS...


saibam...eles são mornos pro quente





Marina Vecchione Ungaro

Lucrécia


A luz era branca como o sol num dia nublado só que podia-se sentir uma cor meio violeta meio rosa também e percorreu seu corpo inteiro


em seguida os choques cada vez com mais alta voltagem


lembrete: tomar cuidado com esse exercício se você não quer se machucar...


depois as imagens, a planícia, a caverna, a cidade, o carro queimando e os últimos minutos de vida


é como uma regressão, regredir ao estado interno mais profundo do seu ser, perder-se para depois encontrar-se - não tenho pressa, apesar de todas as teorias a serem feitas, criadas num palco - o palco-vida, o palco cotidiano nosso de arroz e feijão, como é "Psicose 4h48" ? Estamos no Brasil, terra do samba, terra da malandragem, terra de ninguém...

No Brasil, 4,9 pessoas a cada 100.000 morrem por suicídio, uma das menores médias do mundo, sendo Porto Alegre a capital do suicídio no Brasil.


Suicídio (do latim sui caedere), termo criado por Desfontaines, matar-se, é um ato que consiste em pôr fim intencionalmente à própria vida.


Há uma frase célebre sobre o tema do filósofo Albert Camus: "O suicídio é a grande questão filosófica de nosso tempo, decidir se a vida merece ou não ser vivida é responder à uma pergunta fundamental da filosofia"


tirado da Wikipedia

acima:
A Morte de Lucrécia
TROY, Jean François de

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

aterramento

não espere aqui relatórios extensos sobre o processo e sim um pensamento posterior sobre como as coisas se passam,

no último ensaio trabalhei com a chamada "leitura branca" e um exercício de grounding, ou aterramento, fazendo a atriz buscar o prazer no movimento e algumas palavras chave que coloquei em ligação com o trabalho...

por quê alguém escreveria isso? por que alguém escreveria psicose 4h48?
aliviava? precisava ser dito? precisava ser vomitado?
como a marina disse - todo espaço em branco no texto tem um sentido?
não queria dizer somente um sentido racional

por que fazer isso? por que fazer essa encenação de curtos 15 minutos?
onde pretendo chegar? o que pretendo falar?
tudo o que a sarah kane falou, gritar em alto e bom som
mas também é uma provação para com o Teatro
pra quê serve o teatro? o teatro que tanto fazemos e tanto adoramos? pra quê?

encontrar novos caminhos, caminhos a muito tempo não percorridos
como dizer que um corpo pode falar tudo sem ser necessária a dança propriamente dita
encontrei saídas fáceis, Grotowski está aí, ele encontrou também, a dança ritual
é isso que quero?
não
eu quero que o ato de acender um cigarro seja único e assustador
eu quero que a ação de abrir os olhos e olhar para o céu seja a única forma consoladora de procurar algo

depois falo mais

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

re-re-começo

Agora com uma nova e última substituição a atriz Marina Ungaro substitui o ator Rodrigo Márquez por motivos de forças maiores (eu nunca entendu - "forças maiores").

Fez-se uma leitura e um primeiro ensaio similar aos dois primeiro com o Rodrigo, a energia da Marina é diferente, é mais agressiva, ela não fica de cabeça abaixada, ela enfrenta mas ao mesmo tempo ela é vulnerável, percebe-se pela identificação com a Sarah Kane.

O que complica agora é o fato de o tempo estar acabando, eu preciso de um texto cortado para ser analisado e para fazer o mapa de ações, algumas idéias vão por água abaixo por isso pedi a atriz que trouxesse momentos do texto que gosta, assim como eu faço com o meu, pedi também verbos que possam estar de encontro ao texto Sarah Kane.

É um processo que pelo visto pode ser muito rico, ela traz textos, performances, idéias que não as minhas mas que se encaixam, uma outra coisa boa é que ela precisa que eu seja mais claro, eu sou péssimo para falar, explicar, com ela tenho uma necessidade de síntese, de objetivo ao falar - é um desafio, e o que mais gosto é a idéia de desafio.

pedi também uma espécie de ritual, dei um cigarro específico para a Marina, deixa de ser "um" e passa a ser "o" cigarro, ela deve carregar esse cigarro na sua caixinha de Gardenal por todos os lados, é como se fosse o melhor amigo dela, um pai, uma mãe, deve ter um extremo cuidado, levá-lo para o banheiro, para as aulas, e sempre confirmar se ele está bem, é como se fosse o ar, ela não consegue respirar sem ele. em um mês ela tem que estar tão viciada nele de forma que se perdê-lo ela pode morrer. O que cria um conflito, ela vai fumá-lo na apresentação?

depois escrevo mais