Talvez, provavelmente mais uma substituição e tudo fica cada vez mais perto
e vamos recomeçar do zero novamente
merda, zero novamente
pode ser bom, pode ser ruim
vai saber.
no último ensaio
uma semi-breve regressão e vários choques elétricos misturados a lembranças emocionais
eu sei onde tocar e sabia que faria mal e sabia que romperiam lágrimas
mas nada é lido, tudo é quase contado
tinha tanta vontade de cavar mais profundamente,
eu não estou feliz com mais nada
que raiva
o que era pra começar em maio era pra começar em junho e começou em julho e re-começa em agosto
daqui a pouco é a primeira leitura e não quero escolher o texto
maldito texto
merda
o texto pode ser maldito
ou posso fazer o marketing do Lars von Trier, ninguém consegue trabalhar mais comigo
um monte de trabalhos não terminados
o que sarah kane queria? ela queria alguma coisa? com esse monte de depressões e palavras belamente escolhidas, claro que existe um quê de impacto, mas é tão bom, luz opaca, merda, será que sim? será que não? deuses do teatro me ajudem, Artaud, Dionisio, qualquer um, todos vocês, já estou pedindo ajuda a deuses num blog isso é provavelmente a coisa mais ridícula que já fiz, eu vou ter um filho, eu vi o ultrasom do meu filho, esse trabalho mexe mais comigo do que com meus quase atores....AAAAAAHHHH...é fácil gritar, ninguém lê mesmo, ninguém comenta nada, foda-se, maldita idéia de diário de bordo, eu não vou conseguir fazer isso, eu sempre começo os exercícios comigo mesmo, sozinho, é um horror, alguém falar no seu ouvido que está vendo fotos horríveis, dos piores momentos da sua vida, é horrível essa pessoa tocar em você, quando não quer ser tocado, violentamente, e depois falar que está tudo bem
voltando ao assunto principal, pensamentos da primeira leitura, eu quero uma bela leitura encenada, uma espetáculo de leitura, o texto tem que estar muito bem cavado no ator ou na atriz em três semanas, e quando digo cavado profundamenteela deve mergulhar nela mesma de tal forma que tenha total domínio pra expor-se pra todo o mundo física e mentalmente, a leitura tem que ser tão forte quanto a encenação
raiva
é só isso que posso dizer
um eletro-choque no cérebro
boa noite e boa sorte
terça-feira, 31 de julho de 2007
quarta-feira, 25 de julho de 2007
curiosidades...
dysphoria: em psicologia (disforia) - medo, depressão, falta de sossego
RSVP ASAP
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
RSVP é a abreviação de Répondez S'il Vous Plaît, uma expressão francesa, que traduzida para o português significa "Responda, por favor". Abreviação muito utilizada em convites de grandes eventos para a confirmação da presença dos convidados para um melhor planejamento.
Este código, adicionado ao fim de convites, significa que o anfitrião está a requerer ao convidado uma resposta ao convite ou seja, deseja saber se o convidado vai comparecer ao evento. O convidado deve assim responder o mais rápido possível, dentro de um dia ou dois depois de receber o convite.
ASAP (as soon as possible) abreviação de no mais rápido possível, o mais rápido que eu puder
RSVP ASAP
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
RSVP é a abreviação de Répondez S'il Vous Plaît, uma expressão francesa, que traduzida para o português significa "Responda, por favor". Abreviação muito utilizada em convites de grandes eventos para a confirmação da presença dos convidados para um melhor planejamento.
Este código, adicionado ao fim de convites, significa que o anfitrião está a requerer ao convidado uma resposta ao convite ou seja, deseja saber se o convidado vai comparecer ao evento. O convidado deve assim responder o mais rápido possível, dentro de um dia ou dois depois de receber o convite.
ASAP (as soon as possible) abreviação de no mais rápido possível, o mais rápido que eu puder
A primeira aula
são rabiscos do meu caderno, não estão bem escritos...
Temos nossos colegas: Inácio com "O Arquiteto e o Imperador da Assíria" de Arrabal e Bruna com "Cena Quatro" do Ionesco.
Uma aula fechada para os encenadores poéticos (absurdos)
algumas anotações:
Se Brecht puxou muitas coisas do épico para o dramático, pensando em Aristóteles, os autores poéticos puxaram do chamado estilo lírico, antes alguns existencialistas como Sartre estavam encontrando uma nova forma: "Entre Quatro Paredes", onde o espaço é poético mas a estrutura é realista.
algumas características: Existe uma unidade própria no teatro poético, não fragmentada como no épico, mas às vezes até cíclica ("Esperando Godot"), existe um universo próprio, metafórico, eles criam uma metáfora coerente, buscam uma unidade metafórica
METÁFORA, segundo o dicionário Larousse: s.f. (gr metaphora, de metaphero, eu transporto). Figura de linguagem que consiste em transpor o significado de um termo para outro em virtude de uma analogia ou de uma comparação subentendida.
1 - a maioria das peças poéticas tem uma metáfora GERAL, total.
2 - algumas tem ligações com as vanguardas do ínício do século XX, o surrealismo por exemplo com o sonho e o subconsciente.
3 - existe o jogo da ambiguidade - buscando uma leitura mais aberta (tanto da parte do encenador como do leitor / espectador).
4 - jogo do inesperado, imprevisível (diferente do estranhamento de Brecht).
5 - uma renovação de linguagem.
Isso tudo pensando numa dramaturgia poética. Para a encenação...
- o encenador transforma-se quase num autor, numa análise de texto poético o encenador deve desdobrar as metáforas do texto e depois numa explicação de concepção de encenação deve posicionar as metáforas particulares, podendo seguir as idéias do dramaturgo ou colocar a sua como foco.
- num mapa de ações as ações, conflitos e objetivos são mantidos mas não deve buscar uma precisão realista (se um personagem quer voar essa é a ação dele - querer voar).
fico pensando no texto de Sarah Kane, onde a(s) personagem(ns) é(são) indefinida(s), o tempo é indefinido e o espaço é indefinido - a criação será a partir da minha concepção, eu não quero criar isso a partir somente das minhas idéias mas também saber o que nascerá do ator em seu processo, o que causa problemas afinal estou atrasado, minha vontade de começar no mês de junho transformou-se em três ensaios até o presente momento (final de julho) o que requer puxadas de orelha e mais ensaios por semana, mesmo sendo de madrugada. outra visão particular é que o foco está sendo dirigido para o trabalho do ator e não de encenação, onde e como deve juntar essas duas concepções, num ponto do trabalho onde busco mais Artaud e Grotowski, em suas técnicas e exercícios, no caso do primeiro de suas pirações...
enfim, onde quero chegar e por quê?
Temos nossos colegas: Inácio com "O Arquiteto e o Imperador da Assíria" de Arrabal e Bruna com "Cena Quatro" do Ionesco.
Uma aula fechada para os encenadores poéticos (absurdos)
algumas anotações:
Se Brecht puxou muitas coisas do épico para o dramático, pensando em Aristóteles, os autores poéticos puxaram do chamado estilo lírico, antes alguns existencialistas como Sartre estavam encontrando uma nova forma: "Entre Quatro Paredes", onde o espaço é poético mas a estrutura é realista.
algumas características: Existe uma unidade própria no teatro poético, não fragmentada como no épico, mas às vezes até cíclica ("Esperando Godot"), existe um universo próprio, metafórico, eles criam uma metáfora coerente, buscam uma unidade metafórica
METÁFORA, segundo o dicionário Larousse: s.f. (gr metaphora, de metaphero, eu transporto). Figura de linguagem que consiste em transpor o significado de um termo para outro em virtude de uma analogia ou de uma comparação subentendida.
1 - a maioria das peças poéticas tem uma metáfora GERAL, total.
2 - algumas tem ligações com as vanguardas do ínício do século XX, o surrealismo por exemplo com o sonho e o subconsciente.
3 - existe o jogo da ambiguidade - buscando uma leitura mais aberta (tanto da parte do encenador como do leitor / espectador).
4 - jogo do inesperado, imprevisível (diferente do estranhamento de Brecht).
5 - uma renovação de linguagem.
Isso tudo pensando numa dramaturgia poética. Para a encenação...
- o encenador transforma-se quase num autor, numa análise de texto poético o encenador deve desdobrar as metáforas do texto e depois numa explicação de concepção de encenação deve posicionar as metáforas particulares, podendo seguir as idéias do dramaturgo ou colocar a sua como foco.
- num mapa de ações as ações, conflitos e objetivos são mantidos mas não deve buscar uma precisão realista (se um personagem quer voar essa é a ação dele - querer voar).
fico pensando no texto de Sarah Kane, onde a(s) personagem(ns) é(são) indefinida(s), o tempo é indefinido e o espaço é indefinido - a criação será a partir da minha concepção, eu não quero criar isso a partir somente das minhas idéias mas também saber o que nascerá do ator em seu processo, o que causa problemas afinal estou atrasado, minha vontade de começar no mês de junho transformou-se em três ensaios até o presente momento (final de julho) o que requer puxadas de orelha e mais ensaios por semana, mesmo sendo de madrugada. outra visão particular é que o foco está sendo dirigido para o trabalho do ator e não de encenação, onde e como deve juntar essas duas concepções, num ponto do trabalho onde busco mais Artaud e Grotowski, em suas técnicas e exercícios, no caso do primeiro de suas pirações...
enfim, onde quero chegar e por quê?
quinta-feira, 12 de julho de 2007
12/07 - 2007 - sensações
Um ensaio de sensações não pode ficar somente nas sensações, deve penetrar mais fundo, deve causar reações físicas e emocionais, mesmo tocando em assuntos pessoais corre-se o risto de ser superficial, para se mergulhar mais fundo deve-se acreditar naquilo que está fazendo, digo como elemento ativo do exercício.
Venda-se um ator numa cadeira, enche sua boca de açúcar, sal, café, água, orégano, colocar música alta, gritar no seu ouvido, jogar água gelada no corpo, abrir suas calças e quase cortar seu sexo com um estilete e idem para outras regiões do corpo, colocar gelo dentro da roupa, levar aromas, cheiro de comida, flores, cigarros - dar a sugestão de queimá-lo...
tocar em assuntos realmente pessoais, fazê-lo sofrer com isso, sentir raiva ou ficar com medo...
de nada adianta tudo isso se você não se entregar também, além dele
depois tivemos uma conversa, sobre o não conseguir entrar numa personagem, quando eu não quero esse pensamento cartesiano de criar-se uma personagem através de estudos, exercícios e leituras do texto, não, eu quero ele, Rodrigo Márquez agindo e reagindo diante do texto, das suas sensações, dos seus estados e daí criando algo para o trabalho
volto a falar disso mais tarde
Venda-se um ator numa cadeira, enche sua boca de açúcar, sal, café, água, orégano, colocar música alta, gritar no seu ouvido, jogar água gelada no corpo, abrir suas calças e quase cortar seu sexo com um estilete e idem para outras regiões do corpo, colocar gelo dentro da roupa, levar aromas, cheiro de comida, flores, cigarros - dar a sugestão de queimá-lo...
tocar em assuntos realmente pessoais, fazê-lo sofrer com isso, sentir raiva ou ficar com medo...
de nada adianta tudo isso se você não se entregar também, além dele
depois tivemos uma conversa, sobre o não conseguir entrar numa personagem, quando eu não quero esse pensamento cartesiano de criar-se uma personagem através de estudos, exercícios e leituras do texto, não, eu quero ele, Rodrigo Márquez agindo e reagindo diante do texto, das suas sensações, dos seus estados e daí criando algo para o trabalho
volto a falar disso mais tarde
terça-feira, 10 de julho de 2007
10/07-2007 - um primeiro dia
um encontro com os quatro primeiros momentos
1) um futuro fragmento diálogo com talvez um médico imaginário
- o que é que você dá aos seus amigos que faz com que eles te apóiem tanto?
2) devaneio de vozes
- lembre da luz e acredite na luz
3) ode a angústia e ao suicídio
- sinto que o futuro é desesperançoso e que as coisas não podem melhorar
- isso está se tornando minha rotina
4) números - vidas
- 100, 91, 84, 81...
eu queria que ele relaxasse, eu queria que ele se limpasse de toda sujeira no seu corpo e sua alma, eu queria que ele começasse a ter noção do corpo e do estado, eu queria que ele conseguisse a disciplina e a espontaneidade nascendo em seu corpo...
é só um começo, ele não ultrapassou seus 10%
e de um conforto pleno e relaxado ele foi para um extase de fadiga sem controle
voltamos ao texto narrado
e então ele teria que alcançar os céus
quase...
em seguida sua escrita sem pensamentos, sem paradas, livre e solta:
"A morte e a vida começam juntas, mas a morte vive mais porque acaba depois
Viver é sempre e nunca é nada e tudo é sempre pra que mais nada nunca morra e viva morrendo vivendo querendo morrer melhor viver morrer vivendo e viver feliz saber amar antes de drogar a última lágrima de dor antes de qualquer estupor antes de um..."
Rodrigo Márquez
Eu quero uma ação nova, um gesto limpo de qualquer estereótipo, limpo de qualquer signo de fácil acesso, encontrar o que seja mais interior e mais inteiro possível em um movimento...
difícil
1) um futuro fragmento diálogo com talvez um médico imaginário
- o que é que você dá aos seus amigos que faz com que eles te apóiem tanto?
2) devaneio de vozes
- lembre da luz e acredite na luz
3) ode a angústia e ao suicídio
- sinto que o futuro é desesperançoso e que as coisas não podem melhorar
- isso está se tornando minha rotina
4) números - vidas
- 100, 91, 84, 81...
eu queria que ele relaxasse, eu queria que ele se limpasse de toda sujeira no seu corpo e sua alma, eu queria que ele começasse a ter noção do corpo e do estado, eu queria que ele conseguisse a disciplina e a espontaneidade nascendo em seu corpo...
é só um começo, ele não ultrapassou seus 10%
e de um conforto pleno e relaxado ele foi para um extase de fadiga sem controle
voltamos ao texto narrado
e então ele teria que alcançar os céus
quase...
em seguida sua escrita sem pensamentos, sem paradas, livre e solta:
"A morte e a vida começam juntas, mas a morte vive mais porque acaba depois
Viver é sempre e nunca é nada e tudo é sempre pra que mais nada nunca morra e viva morrendo vivendo querendo morrer melhor viver morrer vivendo e viver feliz saber amar antes de drogar a última lágrima de dor antes de qualquer estupor antes de um..."
Rodrigo Márquez
Eu quero uma ação nova, um gesto limpo de qualquer estereótipo, limpo de qualquer signo de fácil acesso, encontrar o que seja mais interior e mais inteiro possível em um movimento...
difícil
quarta-feira, 4 de julho de 2007
nota:
Por problemas de gravidade não esperada: a atriz Nayra Lobo está sendo substituída pelo ator Rodrigo Marquez
ps. http://pphp.uol.com.br/tropico/html/textos/2440,1.shl , segue entrevista com o diretor Claude Régy que trouxe o espetáculo 4h48 com Isabelle Huppert para São Paulo em 2003
ps. http://pphp.uol.com.br/tropico/html/textos/2440,1.shl , segue entrevista com o diretor Claude Régy que trouxe o espetáculo 4h48 com Isabelle Huppert para São Paulo em 2003
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