são rabiscos do meu caderno, não estão bem escritos...
Temos nossos colegas: Inácio com "O Arquiteto e o Imperador da Assíria" de Arrabal e Bruna com "Cena Quatro" do Ionesco.
Uma aula fechada para os encenadores poéticos (absurdos)
algumas anotações:
Se Brecht puxou muitas coisas do épico para o dramático, pensando em Aristóteles, os autores poéticos puxaram do chamado estilo lírico, antes alguns existencialistas como Sartre estavam encontrando uma nova forma: "Entre Quatro Paredes", onde o espaço é poético mas a estrutura é realista.
algumas características: Existe uma unidade própria no teatro poético, não fragmentada como no épico, mas às vezes até cíclica ("Esperando Godot"), existe um universo próprio, metafórico, eles criam uma metáfora coerente, buscam uma unidade metafórica
METÁFORA, segundo o dicionário Larousse: s.f. (gr metaphora, de metaphero, eu transporto). Figura de linguagem que consiste em transpor o significado de um termo para outro em virtude de uma analogia ou de uma comparação subentendida.
1 - a maioria das peças poéticas tem uma metáfora GERAL, total.
2 - algumas tem ligações com as vanguardas do ínício do século XX, o surrealismo por exemplo com o sonho e o subconsciente.
3 - existe o jogo da ambiguidade - buscando uma leitura mais aberta (tanto da parte do encenador como do leitor / espectador).
4 - jogo do inesperado, imprevisível (diferente do estranhamento de Brecht).
5 - uma renovação de linguagem.
Isso tudo pensando numa dramaturgia poética. Para a encenação...
- o encenador transforma-se quase num autor, numa análise de texto poético o encenador deve desdobrar as metáforas do texto e depois numa explicação de concepção de encenação deve posicionar as metáforas particulares, podendo seguir as idéias do dramaturgo ou colocar a sua como foco.
- num mapa de ações as ações, conflitos e objetivos são mantidos mas não deve buscar uma precisão realista (se um personagem quer voar essa é a ação dele - querer voar).
fico pensando no texto de Sarah Kane, onde a(s) personagem(ns) é(são) indefinida(s), o tempo é indefinido e o espaço é indefinido - a criação será a partir da minha concepção, eu não quero criar isso a partir somente das minhas idéias mas também saber o que nascerá do ator em seu processo, o que causa problemas afinal estou atrasado, minha vontade de começar no mês de junho transformou-se em três ensaios até o presente momento (final de julho) o que requer puxadas de orelha e mais ensaios por semana, mesmo sendo de madrugada. outra visão particular é que o foco está sendo dirigido para o trabalho do ator e não de encenação, onde e como deve juntar essas duas concepções, num ponto do trabalho onde busco mais Artaud e Grotowski, em suas técnicas e exercícios, no caso do primeiro de suas pirações...
enfim, onde quero chegar e por quê?
quarta-feira, 25 de julho de 2007
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