domingo, 27 de maio de 2007

mais uma das minhas dissertações perdidas em cadernos

Busco em Artaud e Grotowski o que quero ver como espectador / diretor, o que busco como ator - o pulsar, o ritmo e o movimento de Shiva, o ioga, o tai chi chuan, ayahuasca, o que quer que seja (sempre lembrando: você não "sente" o estado, você não o representa, você "é").

Devo buscar o ritual? a dança ritual? os duplos do louco francês? sua peste?

Como disse em algum caderno por aí, a experiência de parar num boteco em plena madrugada e observar as pessoas (o espectador?) em estados deploráveis fez-me pensar, elas não se importam com meu "centauro violento" e, coloque-se na cabeça delas, provavelmente impossível interessar-se por isso.

Então não se trata de apontar caminhos interessantes e novos no teatro, e sim, limpar suas mentes do lixo novelístico que paira em toda atmosfera (soa fascista isso) - está certo Zé Celso, dando banho no seu público, pena que seja seu público e não o público.

Grotowski procura a dialética da disciplina e espontaneidade, a "naturalidade ou organicidade" através de exercícios-desafio, em certo ponto faz re-pensar no meu modo de conduzir um processo, ou mesmo de outros, posso dizer que são processos mortos?

Pensando em Psicose, não tenho a pretensão de repetir energéticos à exaustão, é utilizado infinitamente por vários encenadores e vemos espetáculos e atuações "boas" - nem mais, nem menos do que isso. Devo iniciar desde já uma pesquisa sobre os signos intrínsicos do ser humano? do teatro? e através destes signos estudar expressões diferentes, diferentes tempos, ritmos, tonalidades, etc?

Fique desde já entendido que não quero inventar nada eu só quero fazer algo que realmente seja transformador - talvez como a peste

mas eu sou uma pessoa pretensiosa

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